Amei o Rap10!

22 10 2009

Recentemente conheci e desenvolvi uma paixão culinária pelo Rap10: uma massa de wrap, que vem semipronta, você só precisa esquentar na frigideira (sem nada) ou no George Foreman e é só sucesso. Bom para comidinhas na linha “Dê um upgrade no seu misto quente e pague de gatinha”, dá pra fazer muita coisa. Ou só dar um melhorada no básico sem pensar muito. Tudo muito simples, muito prático, muito bom.

Misto quente versão hype

Misto quente versão hype

É uma ótima pedida para congelar (sim, ele pode ser congelado!) e desenterrar nos dias em que faltam meios e criatividade. Recomendo!

PS: Não obstante, a versão light do produto (sempre light…) tem 3,8g de fibra por unidade. Em uma dieta saudável é recomendável comer cerca de 25g de fibra por dia (de acordo com o Calorie Count).





Al sugo

18 10 2009

Quando eu era criança, adorava as macarronadas de domingo na casa da minha avó. Eu era bem pequena, mas lembro do gosto do melhor macarrão do mundo. A minha avó e a minha bisavó ficavam a manhã inteira fazendo o molho e a massa, e o resultado era surrealmente bom. Eu simplesmente não conseguia comer sem ficar toda babada de molho sugo. Já cheguei a ficar suja até a testa. Acho que não devia ser uma cena bonita… se bem que eu era criança, e o lado bom da infância é que tudo que você faz é bonitinho.

A minha avó, infelizmente, morreu muito cedo – eu estava prestes a fazer 6 anos. A minha bisavó se foi alguns anos depois e eu nunca tive a chance de aprender com o lado italiano da minha família a fazer o molho sugo tradicional, que dá um mega trabalho, mas faz você chorar de emoção. Aí passei a comer macarrão com pomarola e, tamanha minha decepção com o molho que não era o da minha avó, parei de comer macarrão com molho vermelho. Por muitos anos foi assim.

Quando virei adulta, comecei a comer alguns molhos ao sugo, mas nada era muito do jeito que eu gostava. Até o dia que eu fui jantar na casa da minha ex-chefe/atual grande amiga Andrea. Ela é filha de pai e mãe italianos, e a nonna dela está firme nos seus 96 anos fazendo o que a mulher italiana faz com maestria: alimentando sua família muito, muito bem. A idéia do jantar era comermos a comida italiana da família dela e eu estava bem animada. Ao comer a primeira garfada do spaghetti al sugo, tive uma epifania: era ele de volta, o molho de tomate que a minha avó fazia! Nesse jantar, lembrei como de fato eu AMO molho ao sugo; pra mim, um molho de tomate bem feito desbanca qualquer molho branco mais gorduroso.

Desde então estou enchendo a Andrea porque quero aprender com a mãe dela a fazer o molho. Depois de mil e uma tentativas e problemas de agenda, marcamos o final de semana passado para um dia de molho sugo. E um dia não é exagero: o molho sugo de verdade leva umas 4 horas pra ser feito. É simples, mas demora.

Quem nos ensinou foi a queridíssima dona Marisetta, mãe da Andrea, que estava tão feliz que eu queria aprender o molho que ela dava 1001 dicas. Como uma boa cozinheira, ela não tem receitas anotadas e faz as coisas de olho, o que pode ser desesperador para uma iniciante como eu. Mas, é fazendo que se aprende, então eu e a Andrea que colocamos a mão na massa. A dona Marisetta fazia o coaching culinário enquanto ensinava algumas manhas. Por isso, vou mostrar aqui o processo do jeito que eu aprendi: a receita está espalhada pelo modo de fazer.

Molho al sugo, como faz a mamma e a nonna (by Marisetta)

A primeira coisa que você precisa para fazer o molho sugo é de tomate, muito tomate. Como o molho demora, mesmo se você mora sozinha é uma boa fazer uma grande quantidade de molho e congelar. Assim você tem uma alternativa infinitamente melhor a fazer um miojo de 3 minutos (não sou nada fã de miojo). Para essa receita, usamos 4 kg de tomate débora, bem maduro. Segundo a Marisetta, o tomate débora é o melhor para molhos. Você pode usar também o italiano, ou tomates pequenos. A idéia é sempre comprar tomates que são mais compridos do que largos. Tomate caqui ou tipos q sao mais larguinhos não dão um bom molho. E sempre bem maduro.

Essa é a parte do pedúnculo, pra retirar

Essa é a parte do pedúnculo

Cortamos o tomate para tirar a parte do talo de cima, e a parte verdinha que tem – o pedúnculo. Sabe, bem no meio do tomate? Essa mesmo.

4kg de tomates picados, rumo a fervura!

4kg de tomates picados, rumo a fervura!

Depois, você corta o tomate em pedaços, e leva numa panela para ferver. O tomate vai ficar na panela por volta de 30, 40 minutos.

Quando o tomate ferver, ele vai ter soltado bastante água. Essa primeira água do tomate é a mais ácida, então você tem que jogar uma boa parte dela fora – algo entre metade e 2 terços.  O resto você deixa.

Agora é a parte mais divertida: hora de “filtrar” a pele e a semente do tomate e pegar só o molho.

Aí é que está o pulo do gato. Muita gente, nessa hora, bate o molho no liquidificador, mas isso não é legal. Ao se bater no liquidificador, ele rompe a semente do tomate, que é ácida. Isso impacta o sabor do molho.

Em cima na foto, o passa verdura no seu momento de uso

Em cima na foto, o passa verdura no seu momento de uso

O que fizemos foi passar o molho no passa verdura: é como um grande coador de metal, que vai amassar o tomate, filtrando a pele e a semente. Não consegui achar um passa verdura pra comprar on-line, mas você acha em lojas de assessórios de cozinha. Nessa hora, a idéia é colocar o filtro com buraquinhos menores, senão a semente passa. E se passar um pouquinho de semente, tudo bem, todos sobreviveremos.

Uma vez que o molho todo foi passado, é a hora de preparar o tempero. Pra nossa quantidade de tomates, usamos: 1 cebola pequena e 8 dentes de alho. Pique bem picadinho e frite em uma xícara que é metade óleo (soja, girassol whatever) e metade azeite de oliva. Se quiser pode usar azeite pra tudo, oléo pra tudo, mas essa é a medida.

Essa é uma boa hora também de você colocar um pouco de sal e pimenta do reino: fritar o tempero junto realça o gosto depois.  Agora nessa hora de tempero, começam as dicas de Marisetta: nesse momento, se você quiser, pode fritar uma carne junto para dar gosto. Ou colocar outros temperinhos.

Nesse momento, você coloca o molho dos tomates na panela (se você tiver a manha, vire o molho. Mas, para não respingar, o mais seguro é colocar o molho com uma concha primeiro).

Agora você pode brincar com temperos: pode por salsinha e cebolinha, pode por alho poró. Pode por sálvia. O que ela recomenda é uma folha de louro, realça muito o sabor. Aqui nesse, colocamos louro e um talo de salsão. O salsão substitui a salsinha, hehe. Eu acho mais saboroso. E pode colocar mais sal, o tomate pede bastante sal. Se quiser fazer render mais, coloque polpa de tomate.

E agora é a hora de deixar o tomate ferver, ferver, ferver. Liga em fogo alto até atingir o ponto de fervura, depois deixe no fogo baixo e vá ver um filme. O molho vai ficar apurando por cerca de 3 horas.

Burn, baby, burn!

Burn, baby, burn!

Quando já estiver fervendo por volta de meia hora, dê um pause no filme, vá na panela e coloce uma colher de chá rasa de açúcar e uma colher de sopa de leite. Isso reduz a acidez do molho.

Quando o molho estiver quase pronto, coloque algumas folhas de manjericão: não é bom colocar antes, pois o manjericão murcha muito.

Quando o molho estiver com uma consistência legal, não muito líquido, o molho está pronto. Dá pra congelar 3 potes e comer um macarrãozinho para 3 pessoas. Ou fazer macarronada pra família inteira 😀

(não tenho foto do molho pronto, sorry)


Observação do meu avô

Quando contei pro meu avô que tinha aprendido a fazer o molho, ele perguntou se eu fervia a carne.

Hein?!?

A minha bisavó fervia um pedaço de músculo por umas 3 horas (caldo de carne homemade) e colocava no molho. Segundo ela dizia, esse é o segredo.

Agora fiquei curiosa e vou testar, da próxima vez que fizer o molho.


Queria agradecer a Andrea, a Marisetta e a Nonna Zaira, que foram muito queridas comigo em passar o dia me ensinando a cozinhar 😀





Almoço phyno de domingo

11 10 2009

Moro com 2 amigas, mas nem sempre a gente se junta para fazer as refeições juntas, porque a vida é meio assim.

Por isso, quando de fato a gente se junta, acaba por  fazer um almoço phyno (com ph, bi!), ou pelo menos algo um pouco mais sofisticado do que fazemos no dia a dia. O que não é difícil, já é a média aqui é uma torradinha com queijo cottage, iogurte e gelatina, ou similares – depende de quão light a gente se sente.

Mas, outro dia (ok, há 1 mês, faz tempo que não atualizo), fizemos um almocinho bem gostoso. Esqueci de tirar foto mas vou dar as receitas, já que foi um dia fantástico em que tudo deu certo. Sim, isso acontece 🙂

O cardápio: Badejo ao molho de limão e alho, purê de lentilha, abobrinha recheada com queijo.

Sobremesa recomendada: Sorvete light de maracujá Fruttare. Afinal, vc já cozinhou demais. A gente picou alguma fruta com o sorvete, mas não lembro qual. Acho que foi uva.

Purê de lentilha

Aprendi essa receita numa aula de culinária que eu fui, no Madame Aubergine. É um lugar onde você só vê a aula acontecer e come resultado. Ótimo para um dia de preguiça, mas eu senti falta de encostar na comida.

Eu não tenho idéia de porcionamento: com raízes italianas e mineiras, pra mim é muito confuso cozinhar para poucos. Como assim você não quer alimentar um exército? Ou seja, eu fiz um mundo de purê de lentilha. Vou passar a receita inteira, mas recomendo: divida tudo por 4, pelo menos. Ou congele (eu tenho um pote grande de purê no meu freezer).

1 pacote de lentilha (compre as lentille verts Casino no Pão de Açúcar, e fale da importância dos bons ingredientes, ehhe. Na real foi essa marca que o chef da aula recomendou)

1 dente de alho

1 cebola

1 folha de louro

Azeite

Sal e pimenta

Refogue a cebola e o alho no azeite. Cozinhe a lentilha cobrindo com água e a folha de louro até que esteja macia (tipo uns 40 minutos). Bata no liquidificador com um pouco da água do cozimento. Aqui o meu ponto: deixe ficar meio mole, pq ele vai ressecar um pouco. Ou seja, pense nisso na hora de dar o ponto. Se vc esquecer de deixar a água do cozimento, coloque um pouco de creme de leite fresco.

Pronto, alimente seu exército com lentilha e vá a luta. Ah, o purê fica meio cinza (é a cor da lentilha,né?), mas fica muito bom!

Badejo assado básico

Eu adoro badejo porque é um peixe tão gostoso que qualquer coisa que você fizer com ele fica gostoso. Então é um peixe amigo das pessoas que não sabem cozinhar. A única coisa que me intriga nesse caso é que eu nunca sei se o nome certo é badejo ou abadejo. Essa receita foi inspirada numas 3 q eu li no Cyber Cook e, vamos combinar, ela é mega fácil. Assim, peixe for dummies.

2 filés de badejo (ou abadejo)

Limão espremido

Alho picado, ou pasta de alho

Sal e pimenta

Deixe o abadejo (ou badejo) marinando no limão espremido (deixe ele imerso no suco), com o alho por cima, sal e pimenta, por aproximadamente 1 hora. Coloque o peixe e o caldo numa assadeira com papel alumínio, tampe com papel alumínio e asse por 30 minutos, forno médio pré-aquecido. A cada 5 minutos mais ou menos, abra o papel alumínio, regue o peixe e feche novamente.

Quando você achar que o peixe estiver assado, abra e deixe assar mais alguns minutos para dourar um bocadinho.

Abobrinhas recheadas

Receita da minha roomate, então pode estar um pouco diferente.

2 abobrinhas

Queijo cottage

Queijo parmesão ralado

Sal

Descasque as abobrinhas (se quiser) e tire as sementes. Cozinha na água pro alguns minutos, até parecer boa. (Sei lá quanto tempo é, se joga).

Misture o queijo cottage com o parmesão. Pode misturar com outros queijos se quiser, uma loucura. Tempere com um pouco de sal.

Asse por 5 minutos (como a abobrinha já está cozida, é só o tempo do queijo derreter). Sirva e coma, é ótimo.

Divirta-se e bom domingo!








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