Cozinhando, Vivendo e Aprendendo

4 03 2010

Hoje foi um dia de lições intensas no trabalho. Estou numa área nova, projeto novo, cliente novo… isso significa que uma série de erros vão acontecer até que eu suba a tão inclinada curva de aprendizado.

No mundo da cozinha, não poderia ser diferente. Estava reparando que apesar do blog ser sobre eu aprender a cozinhar, ando contando pouco do meu processo de desenvolvimento culinário – principalmente a parte autodidata.

Hoje, cheguei tarde do dia intenso supracitado e estava sem a menor paciência de cozinhar. Ao mesmo tempo, não queria comer muita porcaria, porque almocei uma coxinha e uma esfiha, enquanto dirigia (eu falei que o dia foi intenso!). Eu precisava de um jantar vegano-budista pra me desintoxicar desse almoço, mas essa não é a realidade da minha despensa.

Olhando os ingredientes aleatórios que eu tinha, resolvi criar um mix de ricota com atum temperado – um patê para eu comer com torradas. A idéia era esquentar um pouco, afinal já está friozinho por aqui. E aí começam as minhas lições:

Lição 1: Ricota não decide muita coisa

A ricota é aquela coisa sem sal, sem gosto… é um queijo sem conceito. Por isso, nunca conte com a ricota para definir uma receita. Por mais que eu tenha misturado com atum, jogado vários temperinhos e esquentado, ainda assim ela não definiu o jogo. Tudo foi resolvido com uma colher de sopa de requeijão – esse sim, um queijo de personalidade.

Foto chata de um queijo chato

Lição 2: Grãos de mostarda… adocicados?

Sou uma amante da mostarda. Apesar de eu não aguentar muita pimenta na comida, fiz questão de aprender a comer mostarda de dijon. Só porque é demais mesmo. Tenho uma Maille com os grãos que comprei há um tempinho e uso em algumas receitas. Ou seja: minha mostarda pode estar vencida. Pra ser sincera, não verifiquei. Medinho.

Hoje, coloquei uma quantidade boa da tal mostarda na minha mistura, mas, quando fui experimentar, o sabor estava menos picante e mais adocidado do que eu gostaria. Já tinha sentido isso outras vezes, mas não tinha atinado para o fato de que a mostarda pode adocicar, meu amor, adocicar.

No final, o que melhorou mesmo o gosto do patê foi a mostarda normal, mesmo. Ela nunca falha.

Qual a validade de um pote de mostarda?

Lição 3:  Quem não arrisca, não petisca.

No final das contas, o tal patê ficou bem gostosinho. Considerando o tamanho da minha fome e o tempo que eu levei para fazer, então, ficou fantástico. Mas mesmo depois de ter colocado bastante mostarda e pimenta do reino, senti que ele ainda poderia ficar um pouco mais forte. Acho que o fato da minha mostarda de dijon estar doce me decepcionou um pouco.

Estava já começando a comer quando comecei a pensar no atum, que está em falta no mundo. Outro dia um amigo me falava de como já está vindo menos atum nos restaurantes japoneses. Pensanso em como gosto de sushi de atum, tive uma idéia: por que não colocar wasabi no patê?

Coloquei (sim, eu tenho wasabi na despensa) e ficou bem gostoso. Recomendo!

Wasabi! Oishii!

Honestamente, não recomendo muito o patê, a não ser que você somente 3 minutos pra cozinhar. Mas recomendo a experimentação! Só assim erramos, vivemos, aprendemos e cozinhamos.

“There is only one thing more painful from learning from experience, and that is not learning from experience.”

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2 responses

4 03 2010
chrisyano

Dri, seu patê pode até ter ficado bom, mas não me deu vontade de comer… eca! rsrs
Chris

13 03 2010
Dri

Ele ficou nota 5,3. Passa, mas por pouco

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