Quem quer pão?

29 04 2010

Uma amiga e fiel seguidora do meu blog, depois de ler alguns posts, me fez um pedido: assar um pão. Ela queria fazer pão caseiro, mas estava com preguiça, então resolveu que se eu fizesse e ela visse as fotos, quem sabe ela se animaria?

Adorei o pedido por dois motivos:

1) Pão é, de longe, meu carboidrato favorito

2) Em total sintonia ao pedido, eu havia lido recentemente algumas receitas de pão e ficado bem intrigada. Li vários elogios e boas receitas do livro Artisan Bread in 5 Minutes a Day. A proposta deles é fantástica: receitas simples de pão, que não envolvem sovar a massa. Embora sovar seja uma atividade mega anti stress, é bom ver uma receita em que isso não seja fundamental para o sucesso. E as receitas são uma delícia!

Escolhi a receita que me fez ir atrás de saber mais sobre o livro:

Pão de cheddar

(ou Vermont Cheddar Bread)

Receita original aqui – a única adaptação que fiz foi usar metade da farinha integral.

Ingredientes

3 xícaras de água morna

1 tablete de fermento biológico

1,5 colher de sopa de sal

1,5 colher de sopa de açucar

6 a 6,5 xícaras de farinha de trigo (usei metade normal, metade integral)

1 xícara de queijo cheddar ralado ou em pedaços

Milharina (para polvilhar)

Farinha (para polvilhar)

1 xícara de água quente (para cozinhar)

Modo de fazer

Num recipiente grande, misture a água morna, o fermento, o sal e o açúcar. Misture a farinha e o cheddar. Você pode misturar com a mão (não precisa sovar) ou com a batedeira, com o gancho de massa. Fiz na batedeira e foi tranquilo, sem grandes esforços. O importante aqui é achar o ponto da massa: ela não gruda na mão mas não fica esfarelenta.

A massa fica assim

Depois, você cobre a vasilha com uma toalha ou magipack e deixa descansando em temperatura ambiente por 2 horas, ou até que a massa dobre de tamanho. (É muito legal qdo você vê que a massa cresceu!)

Em uma superfície, espalhe a Milharina. Jogue farinha na massa e vá fazendo bolas de massa mais ou menos do tamanho de uma laranja grande. Cada uma vai ser um pão. O bom dessa massa é que pode ser guardada na geladeira por 1 semana, então você pode ir assando ao longo da semana e ter pão fresco sempre! De uma achatada na massa e coloque-a para descansar por uns 45 min na superfície em questão. (Se a massa estava na geladeira, deixe descansar por 1 hora).

Faça bolinhas de massa de pão e vá ver um seriado...

... e eles vão crescer mais um pouco!

Ligue o forno em alto (230 graus – alto). Esquente uma xícara de água, coloque em uma assadeira (ou numa broiler tray) e coloque no forno, no andar acima do que você vai colocar o pão.

Pegue uma faca, faça uma marca de jogo da velha no pão, coloque numa assadeira ou tábua de assar pizza que esteja forrada de farinha e ponha no forno para assar! Na receita ele fala em 25 minutos, mas para mim não levou menos de 40, 45 min. Ou seja: a partir dos 25 minutos, comece a vigiar. O pão tem que ficar dourado e firme.

Veja como ficou lindo!

Hmmmmm.....

Hmmmmmm (x2)

Gente, ficou uma delícia. O cheddar se integrou com a massa (não sei se era a intenção ou não, mas enfim) e ela fica com um gostinho de cheddar no fundo… hmmmm. Delicioso.

Essa receita rende muito, algo como uns 8 pães desses. Eu só fiz 5 até hoje, e ainda tem massa na geladeira. Por causa do queijo, só dá para guardar a massa por uns 7 dias. É muito carboidrato pra uma pessoa só, mas vale a pena.





Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

26 04 2010
Atemoia, originally uploaded by drizon99.

Hoje comi atemóia pela primeira vez. E não é que é uma delícia?
Imaginei que um sorbet de atemóia deve ser fantástico.

E você, quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?





Conforto

25 04 2010

A vida é muito intensa e, às vezes, agressiva. No fundo, somos todos como aqueles chineses que equilibram pratinhos numa vara, correndo de um lado para o outro para não deixar nenhum prato cair.

Embora isso seja legal e instigante, tem hora que precisamos dar um tempo para nos recompor. Se não percebemos isso sozinhos, nosso próprio corpo pede: muitas vezes, uma doença é só o seu corpo dizendo a você: “se você não parar pra se cuidar por bem, paro eu por mal!”

Hoje eu fui ao hortifruti (adoro “hortifrutigranjeiro”) e comprei várias coisas, pensando em cozinhar e postar aqui. Aí uma febrinha e um mal estar me fizeram ficar plantada na minha cama desde a 7 da noite, lidando comigo mesma, deitadinha, vendo seriados na TV. Sem cozinhar, pois não havia forças nem fome.

Aí lembrei que no começo da semana, já vendo os primeiros sinais do cansaço, fiz pra mim uma das melhores comfort foods de todos os tempos: Capeletti in Brodo. Se eu estivesse com fome agora, era exatamente o que eu gostaria de comer.

Capeletti in Brodo

(segundo o Google, é assim que se escreve “capeletti”)

Essa receita tem as 2 características fundamentais de uma comfort food:

1) É fácil de fazer (porque ninguém tem uma vontade louca de carré de cordeiro quando está doente)

2) É fácil de comer (porque a vida já está difícil o suficiente para ainda exigir que você mastigue muito)

Mas o diferente da receita – que não é muito confortável, confesso – foi fazer o caldo de carne. Desde a época do molho al sugo, meu vô me falava do caldo de carne que minha avó colocava no molho, e eu fiquei com vontade de tentar fazer.

Fazer caldo de carne hardcore é algo complexo e chato, envolve restos de carne e ossos, coisas que não sobram muito quando você cozinha só para você. Minha amiga chef mesmo fala que não vale tanto a complicação. Mas, quem falou que a vida é simples.

Comprei um pedaço de músculo e fui em busca de uma receita simples de caldo de carne. Encontrei um vídeo explicativo muito legal do Cyber cook, que adorei. Viva os vídeos feito para pessoas que estão aprendendo!

Fiz exatamente igual e ficou gostoso. O bom é que o caldo não é temperado, você só tempera a hora que usa.

Dá pra fazer um monte de caldo e congelar no freezer para quando precisar.

Depois, foi simples. Comprei um capeletti fresco (de queijo), coloquei o caldo no fogo e, assim que começou a ferver, coloquei o capeletti e deixei cozinhar por 9 minutos. Ah, e coloque sal e pimenta do reino a gosto no caldo.

Fácil, rápido, indolor, gostoso e extremamente confortável.

Comfort photo

Esse post foi escrito direto do meu edredom, ouvindo músicas confortáveis. Recomendo a trilha sonora de Glee e um pouco de Roy Orbinson.





iPhone Apps na cozinha – Epicurious

22 04 2010

Ah, o amor…

Me apaixonei perdidamente em 3 semanas: comprei um iPhone e ele tem sido meu brinquedo favorito desde então. Já baixei uns 40 aplicativos, busquei 1001 dicas de iPhone e ainda parece que tenho tanta coisa pra descobrir.

Logicamente baixei alguns apps culinários. E agora é a hora do teste!

Todas as 3 pessoas que lêem meu blog, preparem-se: começo hoje a série  “Testando iPhone Apps na cozinha” – tudo que você nunca quis saber sobre aplicativos culinários do iPhone, mas até acha legal ler.

Os apps a serem testados serão (nessa ordem): Epicurious, Nestlé Receitas, iFood Assistant, Jamie Oliver’s 20 Minute Meals, All Recipes e Woman’s Day Cooking Assistant.

Aceito outras recomendações de Apps culinários! Gostei muito do Dishy, queria experimentar também o Look and Taste Healthy, entre outros. So many apps, so little time…

(Se eu baixar algum outro aplicativo culinário, adiciono aqui.)

Epicurious

Esse aplicativo vem do site de mesmo nome, que tem receitas da Bon Appétit e da Gourmet, além de outras de cehfs renomados. Tá bom pra você ou quer mais? Ele te permite fazer uma busca em todo o acervo de receitas (quando possível, ilustradas com fotos), dá uma boa visualização de ingredientes e modo de fazer, e te dá acesso a opinião de pessoas que já fizeram a receita.

A receita?

Queria algo fácil, rápido e gostoso:

Relish de pimentão (receita original no link)

Bell Pepper Relish

Simplifiquei a receita do site porque eu só tinha pimentão amarelo e não tinha azeitonas. Então, na minha versão ficou:

2 pimentões (amarelos), picados gross

2 colheres de sopa de manteiga

2 colheres de sopa de azeite

1 cebola, fatiada finamente

1 colher de sopa de mostarda de Dijon (dá até pra por mais)

1 dente de acho picado


Modo de fazer

Derreta a manteiga numa frigideira grande no fogo médio alto. Coloque a cebola e deixe-a dourar (uns 5 min). Coloque os pimentões e deixe até ficarem macios (uns 3 min). Coloque as azeitonas (eu não tinha, mas deve ficar bom), a mostarda e alho, e mexa por um minuto. Tire do fogo, e tempere com sal e pimenta.

A receita é fácil e ficou gostosinha. Talvez pudesse ter mais mostarda de dijon. Eu comi com uma torrada, na qual passei mostarda de dijon. E ficou fantástico!

Navegabilidade

O meu método de pesquisa foi: eu tinha pimentão em casa, não queria que ele estragasse, então fui buscar receitas com pimentão.

A busca é super detalhada: por ingrediente principal, por tipo de refeição (entrada, café da manhã, prato principal etc), por tipo de culinária (francesa, mediterrânea etc), por restrição da dieta, por tipo de prato (pão, massa, salada etc), por estação do ano ou por data especial. Ufa!

Porém, a apresentação da busca não é a melhor coisa. A receita é apresentada uma a uma, com nome, resumo e foto, quando houver. O problema é que se você não tiver uma definição muito específica, você tem uma lista de 500 receitas e vai ter que passar uma a uma.

A minha sorte foi que eu gostei da sétima que eu vi.

2.0?

Muito legal ler os comentários dos usuários sobre as receitas, mas eu queria colocar o meu comentário direto do app! Só membros do site podem comentar, mas eu não posso me cadastrar no site nem me logar pelo aplicativo. Ou seja, é mobile web 1.5 – você lê os comentários, mas guarda sua opinião pra você!

Bell Pepper Relish

Relish do Epicurious (hmmmm)






Sopa de Abóbora – Receita do Oliver :)

8 04 2010

Sempre defendi que a criatividade é uma questão de exercício. As idéias e a inspiração que tanto buscamos estão rodando a nossa volta. Ser criativo é saber se abrir para observar, associar e, então, construir.

Por exemplo, a idéia de fazer uma sopa de abóbora japonesa me surgiu de uma junção de 3 fatos:

1) Assistindo Top Chef (adoro), um dos participantes fez uma sopa de abóbora. Na hora, só achei legal.

2) Fui no supermercado e, quando fui pegar abobrinha, tinha um monte de abóbora japonesa me atrapalhando. Depois, na prateleira dos orgânicos, mais outro monte de abóbora japonesa no caminho. Nessa hora, olhei pra tanta abóbora, e pensei: “Deve ser época para ter tanta. Bom sinal: vou levar uma”.

3) Procurando receitas, lembrei da sopa de abóbora do Top Chef, mas não achei a receita. Procurando melhor, e achei uma receita do Jamie Oliver. Não sei se já falei, mas eu sou apaixonada por ele. Além de estar toda feliz de fazer uma receita dele, ela era uma das mais lights que eu encontrei. U-hu!

Sopa de Abóbora Japonesa

Receita original do Jamie Oliver – só reduzi as medidas e tirei o chili. Mas da próxima vez eu vou colocar o chili.

Primeira parte: ajustar as medidas! Viva o sistema métrico, não é minha gente? Descobri que 1 quart = 0,9 litro, mais ou menos.

Ingredientes

16 folhas de sálvia

2 cebolas vermelhas (óbvio q usei a normal), descascadas e em cubos

2 talos de salsão, limpos e em cubos

4 dentes de alho, descascados e em cubos

2 talos de alecrim – use as folhas

1/2 pimenta chili (ou dedo de moça, ou equivalente), sem semente e cortada bem fina

2 kg de abóbora japonesa – Isso dá um pouco mais de uma inteira – sem sementes e em pedaços. Pode deixar a casca.

2 litros de caldo de galinha (pode usar mais se quiser, a sopa fica bem cremosa)

sal e pimenta do reino a gosto

azeite extra virgem

Modo de Preparo

Aqueça umas 3 colheres de sopa de azeita em uma panela grande, e frite a sálvia por uns 30 segundos, ou até ela escurecer. Tire a sálvia e reserve num papel toalha – depois você vai usar pra decorar.

Parabéns, agora você tem azeite temperado com sálvia! Na mesma panela, coloque a cebola, o salsão, a cenoura, o alho, as folhas de alecrim, a pimenta chili, e uma boa pitada de sal e pimenta do reino. Cozinhe por uns 10 minutos, até que os vegetais fiquem molinhos.

Adicione a abóbora e o caldo de galinha na panela, aqueça até ferver, depois abaixe bem o fogo e deixe cozinhando por 30 minutos.

Não tirei foto da sopa (oops). Então vai uma foto da abóbora!

Depois de cozinhar, deixe a sopa esfriar por 5 minutos e bata no liquidificador (com a sopa quente, você fica sem liquidificador e sem sopa). A sopa fica quase como um purê mole. Sirva com a sálvia que você reservou e um pouquinho de azeite extra virgem, e pode tirar onda!

Fiz metade dessa receita e jantei sopa por 4 dias. Ou seja: a receita rende muito! É bem gostosinha, fica meio adocicada.

Gochisousama deshita!





Al Sugo – versão 2

5 04 2010
Fiz novamente o molho sugo (daquele post), seguindo os ensinamentos de Mariseta e Zaira.
Dessa vez, fiz também um caldo de carne caseiro (aprendi nesse vídeo do Cyber Cook – excelente para nós aprendizes) e adicionei ao molho, de acordo com o ensinamento do meu avô. Resultado: ficou muito bom. Dá um gostinho um pouco diferente. Não é necessário para o sucesso do molho, mas é uma excelente variação.

Só concluí que preciso urgente de novas panelas, porque as minhas comprometem um pouco. Além disso, tirei mais água do tomate do que precisava, o que atrapalhou um pouco. Pense nisso quando for fazer. E apure o molho em fogo bem, bem baixo.

Al Sugo, originally uploaded by drizon99.

A fotinho tirei com o Hipstamatic, app do iPhone que é meu novo vício fotográfico.





Beatles e Rolling Stones

4 04 2010

O mundo pode ser dividido em pessoas que amam os Beatles e o Rolling Stones. Gostam de ketchup ou mostarda. Pedem o Cheddar McMelt ou o Big Mac. Preferem amarelo ou azul. Açúcar ou adoçante. Doce ou salgado.

Um dos principais divisores de água alimentícios que já vi é Chantilly ou Marshmallow. Pense nisso: qual você prefere?

Comigo, a regra é clara: Rolling Stones, Mostarda, Cheddar McMelt, Azul, Adoçante, Salgado.

Na Páscoa (depois de uma campanha não muito frutífera no Twitter), só havia uma coisa que eu realmente queria:

I ❤ Nhá Benta








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